Dieta cetogênica

Todos os dias novas dietas surgem, desde as mais malucas, que acompanham as marés e fases da lua, até as mais desesperadas e restritivas, que cortam tudo e prometem reduzir o peso drasticamente do dia para a noite.

Mas antes de começar qualquer uma dessas dietas “milagrosas”, é importante lembrar que emagrecer é diferente de perder peso. A realidade é que o tipo de alimentação que a sociedade ocidental leva é muito recente, quando comparada ao que os seres humanos comeram ao longo dos milênios.

Por óbvio, a industrialização trouxe consigo diversas facilidades para estocagem, e, com ela também vieram as comidas em pacotes que “não estragam” tão fácil. Graças aos conservantes, umectantes, corantes, espessantes e tantos outros é possível preservar os alimentos por mais tempo, tornando-os menos perecíveis.

Contudo, essas formas de prolongar a vida útil dos alimentos através de aditivos químicos reduzem a qualidade de vida das pessoas e são nocivas para a saúde. É consenso entre os profissionais da alimentação, que dietas milagrosas por curtos períodos não funcionam, o que funciona mesmo são as mudanças de hábitos duradouras, que promovem mudanças a longo prazo.

Em busca de restabelecer o peso ideal e conquistar uma melhor qualidade de vida, diversas pessoas tem recorrido à formas de alimentações mais saudáveis, repletas de legumes, proteínas, laticínios, e, claro livre de produtos industrializados, se tornando o mais parecida o possível com o que os nossos ancestrais ingeriam. Uma das dietas adotadas nesse âmbito é a dieta cetogênica.

A origem da dieta cetogênica

Por mais que tenha se popularizado recentemente, essa dieta existe desde a década de 20. Segundo o artigo de Mauro Lima, ela foi: “desenvolvida nos Estados Unidos para ser empregada no tratamento da epilepsia refratária em crianças, ou seja, nos casos de difícil tratamento. Entretanto, caiu em desuso com o advento de novas drogas anticonvulsivantes nos anos de 1940.” Contudo, voltou a ganhar evidência depois que famosos no Instagram começaram a mostrar os resultados rápidos que ela provém.

Como funciona a dieta cetogênica?

Em dietas tradicionais o consumo de carboidrato geralmente está na base da pirâmide alimentar, enquanto as gorduras se apresentam em pequenas quantidades no topo. Porém, na dieta cetogênica a fonte de energia primordial é a proveniente de gorduras, e os carboidratos são quase extintos. Em relação às proteínas, assim como nas dietas tradicionais, o consumo deve ser feito de forma moderada, pois o seu excesso também se transforma em gordura.

Essa “nova pirâmide” leva a uma alteração de como as células obtêm energia. O especialista no tema Dr. Juliano Pimentel, explica que quando trocamos o combustível primordial do organismo, promovendo uma escassez no fornecimento de carbos, o fígado é “forçado a quebrar a gordura proveniente da alimentação e do tecido adiposo em ácidos graxos e corpos cetônicos para obtenção de energia, aumentando os níveis destes últimos no sangue” e, é daí que se origina o nome “dieta cetogênica”.

Quais são os alimentos permitidos na dieta cetogênica?

Ainda segundo as dicas do médico, os principais alimentos que fazem parte do cardápio da dieta cetogênica são as fontes de gorduras e proteínas saudáveis. Alguns exemplos extraídos da matéria que são classificados como permitidos são:

  • peito de frango;
  • carnes vermelhas;
  • peixes;
  • ovos;
  • carne suína;
  • embutidos (como peito de peru e presunto);
  • requeijão;
  • oleaginosas;
  • azeite de oliva;
  • manteiga;
  • alface;
  • verduras verdes escuras, como brócolis e espinafre;
  • e queijos.

Contudo, ele explica que para saber as quantidades ou montar cardápios é importante consultar um nutricionista e realizar exames antes de iniciar a dieta.

#DicadaPurus: Como explicamos, os adeptos da dieta cetogênica recomendam que você corte quase todos os carboidratos e priorize as gorduras boas e proteínas. No entanto, a orientação dos médicos é que uma dieta saudável seja composta por 55 a 75% de carboidratos, 10 a 15% de proteínas e 15 a 30% de gorduras. Consulte sempre seu médico antes de iniciar qualquer mudança alimentar.